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Códigos TUSS da Eletroneuromiografia: MMSS, MMII e 4 membros

Para autorizar exames de neurofisiologia no plano, o pedido precisa do código TUSS correto - como 40103323 (ENMG MMSS), 40103315 (MMII) e 40103331 (quatro membros) - junto a um CID-10 compatível com a indicação, como G54.2 e G54.4 (radiculopatias), G56.0 (túnel do carpo) ou G62.9 (polineuropatia). Códigos incompatíveis costumam gerar negativa. Esta página reúne os TUSS e CIDs da especialidade 22.

Médico aplicando eletrodo no braço de paciente durante eletroneuromiografia de membros superiores

Para que o plano de saúde autorize e cubra os exames de Neurofisiologia Clínica, o pedido médico precisa conter o código TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) correto e a CID-10 correspondente à hipótese diagnóstica. Esta página reúne todos os códigos relevantes em um único lugar.

Como usar esta tabela

Localize o tipo de exame solicitado pelo seu médico, anote o código TUSS e verifique se o pedido médico contém o CID adequado à sua condição. Leve ambos ao contato com a operadora para solicitar a autorização.

Eletroneuromiografia (ENMG) membros

Código TUSS Descrição do procedimento
40103323 Eletroneuromiografia de MMSS (membros superiores)
40103315 Eletroneuromiografia de MMII (membros inferiores)
40103331 Eletroneuromiografia de MMSS e MMII (quatro membros)
40103340 Eletroneuromiografia de segmento complementar
40103358 Eletroneuromiografia de segmento especial
40103366 Eletroneuromiografia genitoperineal (esfíncter uretral/anal, neuropatia pudenda)

Eletroneuromiografia face e técnicas especializadas

Código TUSS Descrição do procedimento
40103307 Eletroneuromiografia (velocidade de condução) testes de estímulos para paralisia facial
40103374 EMG com registro de movimento involuntário (teste dinâmico de escrita; estudo funcional de tremores)
40103382 EMG para monitoração de quimiodenervação (por sessão)
40103390 EMG quantitativa ou EMG de fibra única (Jitter)
40103714 Teste de estimulação repetitiva (ENR) um ou mais músculos

Eletroencefalografia (EEG) e monitorização

Código TUSS Descrição do procedimento
40103170 EEG de rotina
40103188 EEG intra-operatório para monitorização cirúrgica (EEG/IO) por hora de monitorização
40103196 EEGQ quantitativo (mapeamento cerebral)
40103234 Eletrencefalograma em vigília, e sono espontâneo ou induzido
40103200 Eletrencefalograma especial: terapia intensiva, morte encefálica, EEG prolongado (até 2 horas)
40103277 Eletrocorticografia intra-operatória (ECOG) por hora de monitorização
40103757 Vídeo-eletrencefalografia contínua não invasiva 12 horas (vídeo EEG/NT)

Potenciais evocados

Código TUSS Descrição do procedimento
40103617 Potencial evocado somato-sensitivo membros inferiores (PESS-MMII)
40103625 Potencial evocado somato-sensitivo membros superiores (PESS-MMSS)
40103587 Potencial somato-sensitivo para localização funcional da área central (monitorização por hora) até 3 horas
40103609 Potencial evocado motor PEM (bilateral)
40103579 Potencial evocado auditivo de média latência (PEA-ML) bilateral
40103560 Potencial evocado P300
40103056 Potencial evocado estacionário (Steady State)
40103595 Potencial evocado gênito-cortical (PEGC)
40103633 Potencial evocado visual (PEV)
40103064 Audiometria de tronco cerebral (PEA / BERA) potencial evocado auditivo de curta latência
40103269 Eletrococleografia (ECOCHG)

Polissonografia e sono

Código TUSS Descrição do procedimento
40103510 Poligrafia de recém-nascido (maior ou igual 2 horas) (PG/RN)
40103528 Polissonografia de noite inteira (PSG) inclui polissonogramas
40103536 Polissonograma com EEG de noite inteira
40103544 Polissonograma com teste de CPAP/BIPAP nasal
40103730 Teste de latências múltiplas de sono (TLMS) diurno pós PSG

CIDs mais utilizados nas solicitações de ENMG

O CID-10 (Classificação Internacional de Doenças) é obrigatório no pedido médico para justificar a indicação do exame de eletroneuromiografia ao plano de saúde. Os códigos mais buscados por médicos e pacientes na autorização envolvem suspeitas de radiculopatia (M54.1, G54.2, G54.4), síndrome do túnel do carpo e compressões nervosas (G56.0, G56.2) e polineuropatias (G62.9, G63.2).

Abaixo, detalhamos os CIDs mais buscados por grupo clínico e apresentamos a tabela geral completa para conferência na solicitação do exame.

CID para radiculopatia (cervical, lombar e ciática)

Nas investigações de dor irradiada, formigamento, dormência ou perda de força na coluna, os CIDs mais requisitados para justificar a eletroneuromiografia são:

  • M54.1 – Radiculopatia: Código principal (radiculopatia cid) para comprometimento de raiz nervosa (lombar, cervical ou torácica). É amplamente aceito quando o nível exato da compressão ainda está em mapeamento.
  • G54.2 – Transtornos das raízes cervicais, não classificados em outra parte: Indicado para suspeita de radiculopatia cervical com irradiação para os braços e mãos.
  • G54.4 – Transtornos das raízes lombossacrais, não classificados em outra parte: Código específico para radiculopatia lombar (radiculopatia lombar cid), cobrindo compressões que irradiam para pernas e pés.
  • M54.4 – Lombociatalgia: Dor lombar associada a ciática (irradiação pelo trajeto do nervo ciático).

CID para túnel do carpo e compressões nervosas (túneis)

Quando a indicação clínica visa esclarecer dormência, choques, parestesias ou fraqueza focal decorrentes de encarceramento e compressão de nervos periféricos, os códigos adequados são:

  • G56.0 – Síndrome do túnel do carpo: Código exato (tunel do carpo cid 10) para a compressão do nervo mediano no punho, sendo a indicação focal mais frequente na ENMG de membros superiores.
  • G56.2 – Lesão do nervo ulnar: Utilizado na suspeita de síndrome do túnel cubital (compressão no cotovelo) ou no canal de Guyon.
  • G57.1 – Meralgia parestésica: Compressão do nervo cutâneo femoral lateral, que gera queimação na face lateral da coxa.
  • G57.3 – Lesão do nervo fibular (peroneiro): Compressão na cabeça da fíbula, associada a pé caído ou dormência lateral na perna.
  • G57.5 – Síndrome do túnel do tarso: Compressão do nervo tibial no tornozelo, responsável por dor e formigamento na sola do pé.

CID para polineuropatias periféricas e neuropatias

Para quadros neurológicos difusos com comprometimento de múltiplos nervos periféricos (como queimação nos pés, dormência em bota/luva ou fraqueza muscular simétrica), os principais CIDs na tabela são:

  • G62.9 – Polineuropatia não especificada: Código essencial (polineuropatia cid 10) quando o paciente apresenta quadro clínico ou eletrofisiológico de polineuropatia periférica em fase de investigação etiológica.
  • G63.2 – Polineuropatia diabética: Específica para pacientes com diabetes mellitus que apresentam neuropatia nos membros inferiores ou nos quatro membros.
  • G61.8 – Outras polineuropatias inflamatórias: Abrange a polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica (CIDP).
  • G60.0 – Neuropatia hereditária motora e sensitiva: Doença de Charcot-Marie-Tooth e outras neuropatias genéticas.
  • G61.0 – Síndrome de Guillain-Barré: Polirradiculoneuropatia aguda desmielinizante inflamatória.

Tabela geral de CIDs em neurofisiologia e doenças neuromusculares

Além dos grupos acima, a neurofisiologia clínica avalia miopatias, distúrbios da junção neuromuscular e paralisias faciais. Confira a tabela completa dos CIDs mais frequentes em laudos e pedidos de ENMG:

CID-10 Condição
M54.1 Radiculopatia (cervical, torácica ou lombar)
G54.2 Comprometimento das raízes cervicais (radiculopatia cervical)
G54.4 Comprometimento das raízes lombossacrais (radiculopatia lombar)
M54.4 Lombociatalgia (dor lombar irradiada para a perna)
G56.0 Síndrome do Túnel do Carpo
G56.2 Lesão do nervo ulnar (como no túnel cubital)
G57.1 Meralgia parestésica (compressão do nervo cutâneo femoral lateral)
G57.3 Lesão do nervo fibular (peroneiro)
G57.5 Síndrome do túnel do tarso
G62.9 Polineuropatia não especificada
G60.0 Neuropatia hereditária motora e sensitiva (Charcot-Marie-Tooth)
G61.0 Síndrome de Guillain-Barré (AIDP)
G61.8 Outras polineuropatias inflamatórias (CIDP)
G62.0 Polineuropatia induzida por drogas (quimioterapia, etc.)
G63.2 Polineuropatia diabética
G70.0 Miastenia Gravis
G70.8 Síndrome de Lambert-Eaton (LEMS)
G71.0 Distrofia muscular
G71.1 Doenças miotônicas (distrofia miotônica)
G71.2 Miopatias congênitas
G72.4 Miopatia inflamatória (polimiosite/dermatomiosite)
G12.2 Doença do neurônio motor (ELA)
G51.0 Paralisia de Bell (paralisia facial)
R20.2 Parestesia da pele (formigamento, dormência)

Atenção

Esta tabela tem finalidade informativa. O código TUSS e o CID a serem utilizados devem ser definidos pelo médico solicitante com base na indicação clínica específica do paciente. Códigos incorretos podem resultar na negativa de autorização pelo plano de saúde.

Leia também:

Onde realizar seu exame em São Paulo

Atendemos em duas unidades na capital. Veja como escolher onde fazer eletroneuromiografia em SP.

Unidade Moema

Av. Moema, 94 – salas 81 e 82
Moema, São Paulo – SP
CEP 04077-020
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Unidade Vila Mariana

R. Domingos de Morais, 2187
Conj 310/311 Bloco B, Ed. Xangai
Vila Mariana, São Paulo – SP
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Perguntas frequentes sobre este tema

CID no pedido precisa casar exatamente com o quadro para o convênio autorizar?

Operadoras cruzam indicação clínica e CID; inconsistências geram negativa. O solicitante deve escolher código que reflita a suspeita sem forçar diagnóstico ainda não comprovado.

Posso usar o mesmo código TUSS para ENMG de MMSS e de quatro membros?

Não. Cada variação de eletroneuromiografia possui código distinto na tabela; usar o código errado é causa comum de glosa no reembolso.

Eletroencefalograma e ENMG compartilham mesma faixa de códigos na especialidade 22?

Estão na mesma família de neurofisiologia na TUSS, mas cada procedimento tem entradas específicas: confira a linha correta para o exame realizado.

Atualização anual da tabela TUSS muda números que já usei antes?

Pode haver revisões; sempre valide no material mais recente ou com a equipe de autorização antes de repetir um pedido antigo.

Autor(a) Médico(a)

Médico com graduação pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, residência em Neurologia e residência em Neurofisiologia Clínica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Experiência em neurologia clínica, doenças neuromusculares, doenças do sono, epilepsia e distúrbios do movimento, com atuação em hospitais de referência e participação em projetos de intervenção em saúde. Autor de artigos científicos publicados em periódicos internacionais e capítulos de livros, além de premiado em congresso internacional.

Revisão técnica: Dra. Carina Massaro

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