PESS do Cutâneo Femoral Lateral (CFL)

Complexo P31–N49 · Amplitude · Comparação Tibial P40 – CFL P31 · Synek e Liveson & Ma

O PESS do cutâneo femoral lateral registra o complexo P31–N49 após estimulação do CFL na crista ilíaca. É indicado na meralgia parestésica (neuropatia do CFL, CID G57.1) e na avaliação de radiculopatia L2–L3. A diferença entre o P40 tibial e o P31 do CFL no mesmo lado ajuda a distinguir lesão periférica do CFL de acometimento mais proximal.

Cutâneo Femoral Lateral - CFL (P31 – N49)

Parâmetro Lado D Lado E Dif. D–E Limite Result.

Comparação Tibial P40 – CFL P31

Ref.: Caramel / EPM

Informe o P40 tibial do mesmo lado (ou use a calculadora PESS tibial).

Diferença Tibial P40 – CFL P31 (ms)
Informe P40 tibial e P31 CFL
Interpretação
Normal: > 5,0 ms Limítrofe: 4–5 ms Alterado: < 4,0 ms

PESS cutâneo femoral lateral (CFL)

SEP do nervo cutâneo femoral lateral: complexo P31–N49, amplitude e comparação Tibial P40 – CFL P31 (Synek, Liveson & Ma) para meralgia parestésica e neuropatia femoral lateral.

Synek (1983) publicou valores do complexo P31–N49 com captação Cz'–Fz (~30 ms). Liveson & Ma traz limites de latência e amplitude mínima. O gap Tibial–CFL compara vias sensitivas de membros inferiores no mesmo hemisfério cortical.

Veja também: PESS mediano e tibial · PESS trigêmeo · PESS pudendo

Ferramenta de apoio clínico. Não substitui laudo do especialista em neurofisiologia clínica.

Anatomia e indicações clínicas

O nervo cutâneo femoral lateral (CFL) é puramente sensitivo, origina-se dos ramos L2–L3 e passa sob ou através do ligamento inguinal, inervando a face anterolateral da coxa. A meralgia parestésica (CID G57.1) resulta de compressão do CFL no ligamento inguinal - obesidade, gravidez, cintos apertados e cirurgias pélvicas são fatores de risco. O PESS CFL também auxilia na diferenciação entre lesão do CFL e radiculopatia L2–L3, quando a ENMG motora e sensitiva convencional é inconclusiva.

Técnica de registro

Estimula-se o CFL na crista ilíaca ou 1–2 cm medialmente, com eletrodo de anel ou cateter. A captação cortical clássica usa Cz'–Fz (Synek, 1983). O complexo P31–N49 reflete condução periférica (P31) e componente cortical (N49). Temperatura da sala ≥ 32 °C, pele limpa e posição confortável reduzem artefatos. Registre ambos os lados para comparar assimetria interlado (> 10–20% conforme laboratório).

Interpretação do complexo P31–N49

Latência P31 prolongada ou amplitude reduzida unilateral sugerem neuropatia do CFL. Synek (1983) descreveu latência média ~30 ms (Cz'–Fz); Liveson & Ma trazem limites por idade e amplitude mínima. Ausência do complexo com estimulação adequada reforça lesão axonal ou bloqueio de condução proximal. Correlacione sempre com clínica (queimação, formigamento, alodinia na região anterolateral da coxa, piora ao ficar em pé).

Comparação Tibial P40 – CFL P31

A diferença Tibial P40 – CFL P31 (referência Caramel/EPM) compara duas vias sensitivas de membros inferiores no mesmo hemisfério cortical. Valores > 5,0 ms são compatíveis com normalidade relativa; 4–5 ms limítrofe; < 4,0 ms sugere atraso desproporcional do CFL em relação à tibial - padrão favorável a neuropatia do CFL ou lesão L2–L3 com acometimento preferencial da raiz sensitiva. Radiculopatia L4–S1 isolada tende a preservar o gap se o CFL (L2–L3) estiver relativamente pouco afetado.

Diagnóstico diferencial

  • Meralgia parestésica: PESS CFL alterado, ENMG motora normal, gap tibial–CFL reduzido.
  • Radiculopatia L2–L3: pode alterar CFL e tibial; EMG de iliopsoas/quadríceps e imagem complementam.
  • Neuropatia diabética: envolvimento difuso - compare sural/tibial e contexto clínico.
  • Lesão iatrogênica pós-cirurgia: história temporal e lateralização unilateral.

Perguntas frequentes

PESS CFL ajuda em meralgia parestésica?

Sim. Atraso ou assimetria do complexo P31–N49 e comparação com tibial P40 apoiam neuropatia do CFL.

Qual intervalo comparar com tibial?

Diferença Tibial P40 – CFL P31 conforme referências Synek e Liveson & Ma.